O que é Cedipod? |  Inglês |  Francês |  Espanhol |  Informações Gerais

Legislação |  Estatísticas |  Documentos Internacionais |  Bibliografia

Notícias e Eventos |  Outros Sites |  Livro de Visitas |  Home


Informações Gerais
Textos Diversos

PREVENÇÃO CONTRA A PARALISIA CEREBRAL

Todos os anos o governo brasileiro faz campanha de vacinação contra a poliomielite, que, por sinal, está a um passo de ser erradicada, se já não o foi. É importante, não tenho a menor dúvida e tem de ser feito. Mas, estão esquecendo da paralisia cerebral, uma deficiência, que em 80% dos casos poderia ser evitada através de certos cuidados de prevenção com a gestante.

Chama-se paralisado cerebral (PC) a todo portador de deficiência física originada de lesão cerebral, de qualquer ordem, adquirida antes, durante, e também após o nascimento, provocada pela falta de oxigenação no cérebro, cujas causas são variadas. Pode ser provocada pelo sofrimento durante o nascimento (a criança não respira e dá-se a falta de oxigenação no cérebro); durante a gravidez com alguma doença contraída pela mãe, como por exemplo, rubéola; exposição ao Raio X, etc.. O fator Rh- da mãe, sendo o filho Rh+ também pode causar dano cerebral. Além disso, a deficiência aparece após o nascimento através de um traumatismo craniano, ou de uma doença como o sarampo.

Segundo o diretor clínico da Associação de Assistência à Criança Defeituosa (AACD), Dr. Ivan Ferraretto, aparecem, por ano, 30.000 portadores de paralisia cerebral. Este dado foi divulgado na Folha de S. Paulo, no mês de maio de 1996. Em 1989, o mesmo médico constatava que os casos de paralisia cerebral aumentavam, por ano, 16.000. Ou seja, a incidência está quase dobrando de número em seis anos. E, pior ainda, segundo este profissional, 80% dos casos poderiam ser evitados se houvesse um pediatra na sala de parto, juntamente com o obstetra. Ainda mais lamentável é a constatação de que este procedimento é lei e, quase 90% dos hospitais não a cumprem.

Além da presença do pediatra na sala de parto, existem outros ítens que poderiam servir como prevenção para que tal deficiência não afete as crianças. A primeira seria a vacinação das mulheres entre 15 a 45 anos contra a rubéola, outra, seria o conhecimento prévio do fator sangüíneo da mãe, pois o fator Rh- apresenta um grande risco da criança vir a portar a paralisia cerebral. Outro cuidado seria o de fazer os exames antes da gravidez, fazer o acompanhamento médico durante a gestação e na hora do parto, além de cuidados após o nascimento do filho. E, se necessário for, negociar o preço de uma eventual cesariana, caso venha a precisar dela num hospital público.

É preciso começar o trabalho de conscientização da população de mulheres que podem vir a ser mães, para com isso, evitar o aparecimento dessa deficiência, pois, do jeito que vai, daqui a 10 anos estaremos com, calculando por baixo, 300.000 paralisados cerebrais. E, aonde e como este contingente irá viver num país como o nosso, que não está nem um pouco preparado para recebê-lo?

Hoje, as crianças portadoras de paralisia cerebral carentes são recusados em escolas, porque não há técnicos habilitados para tal; não há reabilitação em número suficiente; enfim, não há a mínima condição para suprir as necessidades desta criança em poder viver uma "vida digna de ser vivida".

Suely Harumi Satow, paralisada cerebral, doutora em Psicologia Social PUC/SP


Volta

Home
O que é Cedipod? |  Inglês |  Francês |  Espanhol |  Informações Gerais

Legislação |  Estatísticas |  Documentos Internacionais |  Bibliografia

Notícias e Eventos |  Outros Sites |  Livro de Visitas